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para
entender a música, saber a roupa certa, diferenciar o
folclore do clássico, regras para dançar os ritmos,
entender os estilos, acessórios corretos, maquiagem
correta, enfim...
Um
oceano de informações que enriquecem e acrescentam à
arte da bailarina e que a torna uma transmissora e
cumpridora destas regras (com toda a criatividade que
lhe é permitido!), à medida que vai se
profissionalizando e acaba por se afastar das primeiras
sensações de liberdade total e completa do início de sua
jornada rumo ao mundo mágico da Dança do Ventre.
O Estilo
Tribal vem preencher esta lacuna de liberdade criativa,
e permitir novamente que a mulher se lance ao mistério
oriental, retorne ao passado e ao mesmo tempo se
entregue ao futuro. Não sem motivos o Estilo Tribal se
tornou uma nova referência estética de dança, figurino e
música. Esta nova estética permite a fusão de diversas
etnias e assim expressar melhor a ancestralidade
presente em cada um. E também sua modernidade, desde que
traga o arquétipo do coletivo, do ritualístico e do
poder feminino na criação.
E isto,
sem (finalmente!) ofender a cultura de ninguém, pois não
se trata de movimentos tirados de uma só dança, nem de
conceitos referentes a nenhum povo específico, dando
liberdade para que as artistas ampliem seu vocabulário
gestual, utilizando também técnicas ocidentais e dêem
vazão ao seu gosto pelo exótico e alternativo.
Este é o
espaço também das tatuadas, dos piercings, dos dread
locks e dos cabelos curtos.
Para
citar Sharon Kihara (Bellydance Superstars) em sua
recente passagem pelo Brasil, no fantástico 2º Encontro
Internacional Bele Fusco, desde a criação do “ATS”
(American Tribal Stile), na década de 60, até as fusões
recentes do tribal com outras linhas estéticas de dança,
o que encontramos no Estilo Tribal são “mulheres unidas
para realizar algo muito poderoso juntas, transformando
a si mesmas e as sociedades que as cercam, através da
cultura.”
E isto
explica tudo.
Um
mergulho no Tribal:

Jamila
Salimpour – Criadora do Tribal Stile, propriamente dito,
a primeira fusão tribal, inspirado em danças folclóricas
do mundo árabe, combinadas à diversas danças étnicas de
países variados do oriente.
ATS:
American Tribal Stile – Estilo de tribal mais divulagado
em todo o mundo, criado por Carolena Nericcio, diretora
do grupo Fat Chance Belly Dance. Tem como
características principais o improviso e apresentações
dinâmicas de grupo.
Tribal
Fusion - Estilo moderno, expandindo os elementos
desenvolvidos no ATS, com apresentações solos e
desenvolvimento coreográfico. Introduz movimentos de hip
hop, street dance e break. Muitas profissionais deste
estilo fazem sua preparação corporal baseadas em Yoga.
Jill Parker pode ser considerada
pioneira deste estilo.
Principais nomes do mundo Tribal
Fat
Chance Belly Dance
Rachel
Brice
Saharon
Kihara
Zoe
Jakes
The
Indigo – Cia de dança com Rachel e Zoe
Bellydance Superstars – Cia de Dança do Ventre com
participação de núcleo tribal com Rachel, Sharon, entre
outras.
Kajira Djoumana – United we Dance
Principais nomes do Tribal no Brasil
Shaide
Halim – Criadora do Estilo Tribal Brasileiro, e da Cia
Halim, pioneira do estilo no Brasil
Mahaila
Diluzz – Difundidora do estilo no Rio Grande do Sul e
criadora do estilo World Dance
Kilma
farias – Difundidora do estilo em João Pessoa – PB
Jhade
Sahrif – Pioneira do estilo no Rio de Janeiro
Nadja el
Balady – Pesquisadora do estilo de Fusão Afro
Nanda
Najla – Difunde largamente o Tribal Fusion em belo
Horizonte - MG
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